Brasil - Portugal - África

Teia Literária

Revista de Estudos Culturais: Brasil - Portugal - África

Textos


ENTREVISTA 

De que modo os conceitos de Moderno e Modernidade se inserem em uma Obra Literária?


*Jorge Fernandes da Silveira - UFRJ


                                         El hombre moderno (homo sapiens) llegó a Europa  
                                         hace 45.000 años, según dos estudios publicados en la
                                         última edición de la revista científica Science, que 
                                         apuntan además nuevas pistas sobre la distribución de 
                                         esta especie desde su cuna en África y sobre la ruta por 
                                         la que llegaron al continente europeo.
ELPAIS.com - Madrid - 12/01/2007

   Os conceitos de Moderno e Modernidade fazem parte da Literatura desde que, inserido na economia de mercado, o livro passa a ser visto como um bem de cultura, isto é, como hipótese de representação justa de uma realidade, em que a escrita e a leitura sejam tão importantes como os objetos de consumo impostos pelo progresso das cidades. [...]


*Jorge Valentim - UFSCar

   Os conceitos Moderno e Modernidade encontram-se entre aqueles de caráter maleável e flexível. É claro que, nesta via de leitura, penso com e como Marshall Berman, crítico marxista, que, na sua conhecida obra Tudo o que é sólido desmancha no ar (São Paulo: Companhia das Letras, 1989), pontua na história ocidental alguns momentos cruciais em que tais designações poderiam ser aplicadas, mesmo que os indivíduos da época em questão sequer pensassem em utilizá-las para si próprios. [...]


*Simone Caputo Gomes - USP

   Para discutir os conceitos de “modernidade” e “moderno” no âmbito da literatura, opto por começar a refletir sobre o tempo na arte contemporânea.
   A passagem acelerada do tempo transposta para o discurso artístico foi realizada por vários criadores famosos. Cito Andy Warhol, por exemplo, que entre a noite de 24 de julho de 1964 e a madrugada seguinte (perfazendo 8h e 05 minutos) deixou uma câmera estática filmando em branco-e-preto o alto do edifício Empire State e produziu o seu trabalho considerado mais famoso, “Empire”, um dos filmes que compõem a exposição Out of Time, atualmente no MoMA de Nova York. Estes versos de Pessanha poderiam tê-lo inspirado a, segundo suas próprias palavras, “ver o tempo passar”:
 
   “Imagens que passai pela retina
     Dos meus olhos, por que não vos fixais?” [...]
     (PESSANHA, Camilo. Clepsidra e outros poemas. Porto: Anagrama,   
     1980. p. 29)


   Os textos das entrevistas encontram-se na íntegra na seção e-books, revista Teia Literária 1.
Raquel Cristina dos Santos Pereira
Enviado por Raquel Cristina dos Santos Pereira em 09/06/2008
Alterado em 25/03/2011
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